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Viagem ao México: Voo com cão na cabine do avião!!

Viagem ao México: Levar um cão até ao Caribe

Viajámos desde Madrid até às Caraíbas (ou Caribe), mais propriamente ao México, com o nosso cão e foi uma viagem absolutamente imperdível! Mas como será fazer um voo de dez horas e meia com um cão a bordo? Como foi a preparação do Rafa? Quais os documentos necessários para viajar até ao México?

Fica por aí e lê este artigo com atenção porque vamos explicar-te tudinho! 🙂

Escolha de destino e companhia aérea

Já há algum tempo que queríamos voltar ao México, onde já tínhamos estado na nossa lua-de-mel. Como tal, decidimos que seria desta vez que o concretizaríamos. Já com o Rafita devidamente treinado e preparado para nos acompanhar.

A azáfama era muita dentro do aeroporto de Madrid. Mas nem por isso foi difícil de encontrar o balcão de check-in. Como te explicámos neste artigo, o Rafa é o nosso animal de suporte emocional, ou ESAN. Como tal, acompanha-nos em todas as viagens e aventuras que fazemos. E até ao México não seria exceção, o nosso cão iria connosco até ao paraíso!

Se estiveres numa situação semelhante e quiseres levar o teu ESAN contigo numa viagem, é importante que, ao escolheres o teu destino de férias, optes por uma companhia aérea que te permita levar o teu pet contigo na cabine. No nosso caso, a presença do Rafa perto do Pedro em viagem é fundamental, pois qualquer situação de stress lhe pode despoletar uma crise.
Optámos então pela Wamos Air, uma companhia da qual nunca tínhamos ouvido falar mas que nos deu a melhor das impressões. O voo até ao México era, ao contrário de outras companhias, direto de Madrid até Cancún. Simpatia das simpatias: foram-nos disponibilizados quatro lugares para que pudéssemos ir mais à vontade. Pois o voo até ao México ainda era longo e o avião ia bastante vazio, o que foi ótimo em termos de espaço, tanto para nós como para o nosso cão.

Preparação da viagem e documentação

Tal como uma viagem é planeada para humanos, também para os cães deve haver uma preparação prévia, de adaptação ao ambiente de aeroporto, avião, grandes aglomerados de pessoas, etc. Para além da preparação física e emocional do animal, existe a preparação de documentos e burocracias habituais, estritamente necessárias para que seja possível o teu pet entrar no país de destino, neste caso, no México.

Antes de tudo, deves informar-te, junto da companhia aérea, acerca das obrigatoriedades/proibições que implicam viajar com um animal a bordo, mais propriamente dentro da cabine. No nosso caso, verificámos que, viajando pela Wamos Air, seria necessário que o Rafa:

  • Tivesse um máximo de 20kg
  • Coubesse no espaço atribuído ao dono (chão ou assento/colo)
  • Estivesse devidamente treinado e educado para se comportar adequadamente em espaços públicos
  • Fosse capaz de fazer as suas fezes de forma controlada sem causar incómodo aos restantes passageiros (em voos de longo curso)

No caso do Pedro, titular do Rafa enquanto ESAN, deveria apresentar documentação com uma validade máxima de um ano, assinada por um profissional de saúde mental licenciado em como sofre de uma perturbação (neste caso emocional) e em como necessita expressamente de viajar com o animal a bordo.

Lê a informação completa aqui.

Documentação necessária para viajar com um Animal de Suporte Emocional:

  • Documentação da/para a companhia aérea
  • Declaração médico-veterinária carimbada e em papel timbrado com
    • Nome e cédula do médico veterinário
    • Assinatura do médico veterinário e vinheta
    • Nome do animal
      Nome do proprietário
    • Número de microchip
    • Data da última vacina da raiva e data de validade da mesma
    • Titulação dos anticorpos da Raiva
    • Outras vacinas que o animal tenha
    • Data da última desparasitação (externa e interna)
  • Passaporte do animal atualizado e com todas as vinhetas comprovativas de vacinas e desparasitações

É importante verificares qual a legislação em vigor no país para onde vais relativamente à vacina da Raiva. Uma vez que em Portugal a vacina é válida por 3 anos e no México é anual, tive de a levar de novo, para evitar uma quarentena. Olha que sorte a minha! 🙂

Técnicas para uma viagem tranquila com um cão

Se para nós humanos, uma longa viagem de avião pode ser uma odisseia stressante, imagina para um cão! Até ao México, são muitas horas em que a rotina do cão se altera abruptamente, como os horários de comer, dormir e fazer necessidades. Felizmente, existem técnicas que ajudam a normalizar estas situações e que o nosso Rafita, graças aos treinos e à educação que sempre mantivemos em casa, já domina na perfeição.

Alimentação

Relativamente à alimentação, foi necessário verificarmos com que tipo e quantidade de ração poderíamos entrar no México e descobrimos que:

  • A ração deve ser apenas de peixe
  • É apenas possível levar uma quantidade de ração correspondente a 1 dia

Assim sendo, levámos connosco uma saqueta/amostra de ração de salmão na cabine para que o Rafa pudesse ir petiscando quando ficasse mais agitado. No entanto, uma vez que em viagem, ele fica bastante sonolento e relaxado, acabámos por não lhe dar praticamente nada.

Hidratação

Beber água é sem dúvida, das partes mais importantes numa viagem de longo curso e é algo que se pode tornar complicado e pouco apetitoso para os animais. Felizmente, a Royal Canin dispõe de uma vasta gama de produtos que nos deram uma mãozinha. Neste caso, os eletrólitos em pó da linha Veterinary Rehydration Support, em que basta despejar o conteúdo de uma saqueta na água do Rafa, dissolver e dar-lhe a beber. Assim, o nosso cão vai necessitar de menor quantidade de água para se manter hidratado durante a viagem. Resultado:

Menos água = Bexiga menos cheia = Menor vontade de urinar

E uma vez que imaginamos que o sabor do pó de eletrólitos possa não ser a coisa mais agradável do mundo, decidimos iniciar o processo no dia anterior à viagem, para que o Rafita pudesse ir habituando o paladar.

Necessidades fisiológicas

O nosso cãozinho foi treinado para qualquer eventualidade, incluindo as necessidades fisiológicas. Assim, quando demonstra vontade de urinar por exemplo (traduzida em agitação física), levamo-lo ao wc, colocamos uma fralda própria (desta vez optámos por levar pensos para mulheres em pós-parto, a função é semelhante). Depois damos a ordem que já conhece “Rafa, faz xixi”. Ele levanta a pata e, se tiver vontade, assim faz. Não deixa cheiro, não incomoda os restantes passageiros e ficamos todos mais tranquilos. 🙂

Chegada ao México com o nosso cão

Ao aterrarmos no México e depois de sairmos do avião, era necessário passar pelo controlo de passaportes e inspeção veterinária. Correu quase tudo na perfeição, com direito a fotografia de grupo com o agente da autoridade que nos carimbou os passaportes, vê só! 🙂

No entanto, viemos a saber que necessitávamos de um novo certificado veterinário para podermos depois sair do México. Este deveria ter, no máximo, 5 dias e deveria ser passado e assinado por um médico veterinário residente no país. Tudo isto implicou que começássemos as nossas férias em busca de um veterinário, algo que não foi difícil, pois encontrámos logo a Clínica Veterinária Tulum, inteiramente disponível para nos ajudar.

Em conclusão, podemos assim dizer que a chegada ao México teve um balanço positivo. Apesar das muitas horas lá em cima, o Rafita foi exemplar e portou-se muito bem, estando sempre relaxado e tranquilo, dentro do possível. Aqui podes ver o vídeo sobre esta viagem e chegada ao México.
O que será que aconteceu a seguir?
Contamos-te tudo no próximo artigo!

Beijinhos, abraços e lambidelas

Sara, Pedro e RAFITA 🐶

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